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Fome Zero Podcast

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By: Instituto Fome Zero Comunicação
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Bem-vindos ao podcast do Instituto Fome Zero! O Instituto Fome Zero (IFZ) reúne especialistas em Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) com a proposta de apoiar as políticas de combate à fome e a todas as formas de má nutrição, para que esta luta se torne a mais alta entre as prioridades do Brasil e da comunidade internacional.Copyright Instituto Fome Zero Comunicação Art Cooking Food & Wine
Episodes
  • Racismo nos Sistemas Alimentares #11
    Jun 18 2026
    Fome Zero Podcast - Racismo nos Sistemas Alimentares #11Neste episódio, mergulhamos em um debate urgente e estrutural para a sociedade brasileira: a profunda interseção entre o racismo ambiental, a desigualdade racial e a insegurança alimentar. Exploramos o conceito de Racismo Alimentar. Uma engrenagem estrutural que dita quem planta, o que se planta e quem, de fato, consegue comer com dignidade no Brasil. Em um cenário globalizado onde a crise climática e a exploração desmedida da natureza batem à porta, as discussões deste episódio jogam luz sobre como a degradação ambiental e a fome não atingem a população de forma igualitária, expondo feridas históricas que vulnerabilizam corpos e territórios negros, indígenas e quilombolas.Para nos ajudar a desvendar esse cenário complexo e entender os mecanismos de exclusão que perpetuam a desigualdade no Brasil, recebemos Fran Paula, quilombola, engenheira agrônoma, pesquisadora em sistemas alimentares e coordenadora da Plataforma Agricultura Ancestral.Nesta conversa, exploramos como o conceito de racismo ambiental se manifesta diretamente no território brasileiro, redefinindo nossa compreensão sobre as injustiças climáticas urbanas e rurais. Fran nos explica também como o racismo científico e a falta de neutralidade na comunidade acadêmica historicamente apagaram os saberes tradicionais. Ela discute a "ciência do cativeiro", mostrando como os manuais agrícolas e a agronomia ocidental desumanizaram e invisibilizaram as engenhosidades tecnológicas desenvolvidas pela população negra no meio rural. Além disso, a pesquisadora faz uma crítica firme aos métodos científicos atuais que, mesmo ao abordarem temas como a decolonialidade e o antirracismo, muitas vezes continuam reproduzindo lógicas coloniais e homogeneizadoras.Por fim, discutimos que, para garantir a sobrevivência e a soberania alimentar desses povos, o acesso à terra e a integridade dos territórios quilombolas são prioridades absolutas. Além disso, a pesquisadora aponta caminhos para o futuro, destacando a urgência de integrar de forma coletiva as políticas públicas rurais e urbanas, conectando o direito à alimentação saudável com a reforma agrária, a agroecologia, a geração de renda e o acesso universal à educação.Plataforma Agricultura Ancestral: www.agriculturaancestral.comCréditos:Produção e Apresentação: Gustavo TorresRealização: Instituto Fome Zero e Bixcoito Digital Imagem: Lauren Walker/Truthout#Fome #FomeZero #RacismoAmbiental #JustiçaClimática #InsegurançaAlimentar #SoberaniaAlimentar #Quilombolas #DireitoÀTerra #Agroecologia #InstitutoFomeZero
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    32 mins
  • Uma Breve História do Processamento de Alimentos #10
    Jun 4 2026
    Fome Zero Podcast - Episódio 10
    Neste episódio, fazemos uma viagem fascinante no tempo para desmistificar o processamento de alimentos, diferenciando de forma clara o que é o processamento milenar, a industrialização e os modernos alimentos ultraprocessados. Entenda como a evolução das técnicas moldou a nossa civilização, mas também como a obsessão científica pelo refino e pela pureza dos ingredientes nos afastou da saúde e abriu margem para armadilhas nutricionais históricas.
    Para guiar essa jornada, o apresentador Gustavo Torres nos conduz desde o primeiro grande marco da humanidade do domínio do fogo até o surgimento das formulações industriais modernas.
    Exploramos as origens de técnicas ancestrais como a moagem no Paleolítico, o enraizamento cultural e religioso da fermentação, o uso milenar da salga e da secagem, e até a engenharia persa de refrigeração no deserto. Na sequência, analisamos o salto da Revolução Industrial, que trouxe tecnologias indispensáveis até hoje para a segurança alimentar, como a pasteurização, o enlatamento e a refrigeração mecânica.
    O debate aprofunda-se na virada filosófica e ideológica inspirada pelo cartesianismo no século XIX, que passou a enxergar o alimento como mero combustível e a natureza bruta como algo a ser dominado. Essa busca cega pelo alimento "tecnologicamente limpo" resultou, historicamente, no surgimento da fome oculta. No cenário contemporâneo, essa mesma lógica se desdobra nos alimentos ultraprocessados — que perdem sua matriz alimentar íntegra e sua riqueza invisível de compostos bioquímicos, substituídos por quebra-cabeças químicos de ingredientes refinados e aditivos associados a graves doenças crônicas.
    Prepare-se para entender em detalhes os mecanismos biológicos que ligam os ultraprocessados ao adoecimento moderno e descubra por que o caminho para o futuro exige resgatar o respeito pela complexidade do que vem da terra.
    #Fome #FomeZero #ProcessamentoDeAlimentos #Industrialização #Ultraprocessados #Nutrição #HistóriaDaAlimentação #SaúdePública #FomeOculta #ClassificaçãoNOVA
    Produção e Apresentação: Gustavo Torres
    Coordenação: Eduardo Magro, Antônio César Ortega e Renata Vital
    Realização: Instituto Fome Zero e Bixcoito Digital
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    29 mins
  • Melhora da vida no campo: um futuro sustentável pela transição da pecuária para agroflorestas
    May 29 2026
    A recente instabilidade no preço da carne bovina no Brasil, impulsionada por recordes de exportação e fatores climáticos, tem alterado os hábitos de consumo e intensificado o debate sobre renda, segurança alimentar e o futuro do campo. Diante desse cenário, a ProVeg Brasil, em parceria com a OCA (Organização Cooperativa de Trabalho, Serviços, Projetos e Consultorias em Agroecologia), apresenta o relatório "Aumentando Renda, Respeitando o Planeta, Nutrindo Pessoas".
    O estudo analisa a transição da pecuária para Sistemas Agroflorestais (SAFs) 100% vegetais como uma resposta estrutural à crise climática, à vulnerabilidade econômica de pequenos produtores e aos desafios da fome.
    O Cenário Atual vs. O Potencial dos SAFs
    A pecuária ocupa cerca de 20% do território nacional, e entre 45% e 55% das pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação. Além disso, a atividade extensiva responde por aproximadamente 60% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. Em contrapartida, os alimentos vegetais já representam 63% das calorias consumidas pelos brasileiros em produtos in natura ou minimamente processados.
    A transmissão ao vivo abordará como os SAFs transformam esse panorama ao integrar árvores, frutas, hortaliças e leguminosas. Esses sistemas biodiversos são capazes de:
    • Regenerar o solo e ampliar a retenção de água;
    • Recuperar áreas degradadas e funcionar como sumidouros de carbono;
    • Diversificar a produção agrícola e reduzir riscos climáticos.
    • Amazônia: SAFs com açaí, cacau e banana geram rentabilidade líquida entre R$ 18 mil e R$ 35 mil por hectare/ano.
    • Caatinga: Arranjos com mandioca, caju e umbu mostram alta adaptação climática e renda com baixa dependência de irrigação.
    • Debatedoras: * Aline Baroni | Diretora Executiva da ProVeg Brasil
      •Gisiliana Barbosa | Agroecóloga (OCA)
    • Moderação: * Semíramis Domene | Professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva (Unifesp)
    Viabilidade Econômica e Impacto Social
    Os dados do relatório indicam que a transição pode mais que dobrar a renda líquida por hectare, com um aumento mediano de 110% a partir do quinto ano. Em áreas degradadas articuladas a mercados especiais, cooperativas e Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), o crescimento da renda anual por hectare pode atingir expressivos 1.525%.
    O impacto social também é profundo: para cada R$ 1 milhão em produção anual, os SAFs geram cerca de 30 empregos em tempo integral, contra apenas 7 gerados pela pecuária.
    Análise por Biomas e Políticas Públicas
    O encontro destacará experiências práticas em diferentes regiões:
    O debate também proporá caminhos institucionais para viabilizar essa transição, como linhas de crédito específicas, assistência técnica qualificada, incentivos fiscais e a expansão de compras públicas via PNAE e PAA.

    Debatedoras: Aline Baroni | Diretora Executiva da ProVeg Brasil
    Gisiliana Barbosa | Agroecóloga (OCA)
    Moderação: Semíramis Domene | Professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva (Unifesp)
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    1 hr and 23 mins
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