• CIÊNCIA | Dor de cabeça: sintoma ou doença?
    Jun 25 2026

    A enxaqueca atinge cerca de 15% da população em Portugal e no mundo. Apesar do enorme impacto pessoal, social e económico, esta condição neurológica continua a ser frequentemente desvalorizada e confundida com uma ‘dor de cabeça comum’.

    No último episódio desta série, a neurologista explica o que é a enxaqueca, por que existem cérebros mais predispostos para a doença e que tipos existem - com aura e sem aura, crónica ou episódica. Entre os principais gatilhos e sintomas associados, a especialista destaca que há tratamento e que é importante intervir precocemente.

    A dupla aborda ainda o que distingue as cefaleias primárias das secundárias, os sinais de alarme que exigem avaliação médica e alerta para a importância de não desvalorizar a enxaqueca nas crianças.

    A terminar a conversa, ficamos a conhecer dois tipos raros de dor de cabeça: a «cefaleia em salvas» - mais frequente nos homens -, e a «nevralgia do trigémeo», ambas descritas como duas das dores mais intensas que o ser humano pode ter.

    Para evitar dores de cabeça maiores quando a cabeça dói, não perca este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    SACKS, Oliver, «Migraine» (Pan MacMillan, 2023)

    MACGREGOR, Anne «Compreender a Enxaqueca e Outras Cefaleias» (Porto Editora, 2006)

    «Gestão das Cefaleias em Portugal: Consenso das Sociedades Portuguesas de Cefaleias e Neurologia», Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e MiGRA»

    «What happens to your brain during a migraine?», Marianne Schwarz (TED Talk)

    «What causes headaches?», Dan Kwartler (TED Talk)

    «Migraine (What Can’t You See)», Rita Red Shoes

    BIOS

    Raquel Gil-Gouveia

    Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.


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    49 mins
  • SOCIEDADE | IA: o que está a mudar na sociedade?
    Jun 18 2026

    Como é que podemos identificar uma imagem ou um vídeo criado por IA? Teremos ferramentas para controlar a (des)informação gerada artificialmente? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os impactos da inteligência artificial na forma como nos relacionamos, e na sociedade que queremos construir.

    Pela primeira vez, as máquinas conseguem imitar capacidades humanas complexas, produzir conteúdos e comunicar de forma cada vez mais convincente. Mas o que significa esta transformação para a sociedade?

    No último episódio dedicado ao tema, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os desafios da IA, dos fenómenos de desinformação e de «deepfakes» à ineficácia dos sistemas de deteção de conteúdos gerados artificialmente. A partir das limitações que a ciência ainda enfrenta, o especialista explora outras abordagens para lidar com as fragilidades da IA.

    Como combater os usos indevidos das máquinas? Que regulamentação existe atualmente? E como conciliar a necessidade de inovação e competitividade com a proteção das pessoas?

    A conversa aborda ainda a influência da IA na política e na administração pública, e na perda de transparência e confiança nas instituições. Mas, além dos desafios, há também oportunidades para o desenvolvimento, participação e bem-estar dos cidadãos.

    Por fim, a dupla reflete sobre a questão que se impõe: como podemos utilizar a inteligência artificial para construir uma sociedade mais livre, justa e informada?

    Entre riscos reais e questões em aberto, fica uma certeza: este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    OpenAI «Detetor de texto gerado por IA desligado por baixa fiabilidade» (2023)

    «Democracy, and National Security» (California Law Review, 2019)

    CHESNEY, B. & CITRON, D. «Deep Fakes: A Looming Challenge for Privacy, Democracy, and National Security» (Boston University School of Law, 2019)

    Reuters Institute, «Portugal: confiança nas notícias em 54%» (Digital News Report 2025)

    EU AI Act — Artigo 50.º (marcação de conteúdo gerado por IA)

    KUNNERT, P. «Microsoft admits it 'cannot guarantee' data sovereignty» (The Register, 2025)

    IEA — «Energy and AI» (2025): procura de eletricidade dos data centers

    «Trabalho XXI» — IA e decisões algorítmicas no Código do Trabalho (2026)

    «Air Canada responsabilizada pela informação errada do seu chatbot» (CBC, 2024)

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    Bernardo Caldas

    Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

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    52 mins
  • POLÍTICA | O que perde o país com a desconfiança social?
    Jun 11 2026

    Sabia que somos o segundo país mais desconfiado da Europa? O que diz este dado sobre a nossa realidade política e social? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o que a (des)confiança social revela sobre o desenvolvimento, a justiça ou a economia em Portugal, e no mundo.

    De acordo com o Estudo Europeu de Valores, 8 em cada 10 portugueses desconfiam de pessoas que não conhecem - um valor ultrapassado apenas pela Albânia. No extremo oposto está a Escandinávia, onde mais de 70% dos inquiridos dizem confiar nos outros.

    O politólogo e a humorista analisam o que acontece quando a desconfiança se instala nas relações entre cidadãos, nas instituições e no espaço público. Será que a fonte é a desigualdade económica? Ou pesa mais a herança histórica de sociedades hierarquizadas e com o poder centralizado? E porque é que a burocracia e a desconfiança andam de mãos dadas?

    A partir da evidência de que os países mais desenvolvidos revelam uma maior confiança social, a dupla aborda ainda possíveis soluções para combater a desconfiança – da implementação de políticas universalistas à distribuição justa e imparcial de recursos.

    Desconfiamos que não vai perder este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    AGHION, P., ALGAN, Y., CAHUC, P., & SHLEIFER, A., «Regulation and distrust» (The Quarterly Journal of Economics, (125(3), 1015-1049 2010)

    PUTNAM, R. D., NANETTI, R. Y., & LEONARDI, R. «Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy» (Princeton: Princeton University Press, 1994)

    PASSDA, «Portugal no European Social Survey: Atitudes Sociais nos Últimos 20 Anos» (2022)

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    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

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    39 mins
  • ECONOMIA | Produtividade: o motor invisível da economia
    Jun 4 2026

    O século XXI é o mais produtivo de sempre, mas alguns países são mais produtivos do que outros. Porquê? Como é que se mede a produtividade do nosso trabalho? E de que forma o que produzimos influencia o nosso salário?

    Neste episódio, o economista João Duarte explica porque é que ser produtivo não significa trabalhar mais horas e porque é que tudo começou com a Revolução Industrial – o PIB per capita mundial era quase plano até 1800 e disparou a partir daí.

    Ao longo da conversa, distinguem-se conceitos que são muitas vezes confundidos, tais como, «produtividade do trabalho», «PIB per capita» ou «produtividade total dos fatores», e analisa-se porque é que é difícil medir a produtividade de um médico, ou de um professor, entre outras profissões que não têm preço de mercado.

    A dupla explica ainda a «Regra dos 70» no crescimento económico e mostra como pequenas percentagens têm grande impacto: sabia que, se crescer 1% ao ano, o PIB per capita duplica em 70 anos? E se crescer 2% duplica em apenas 35 anos?

    Por fim, explora-se um dos grandes temas da economia atual: porque é que a produtividade disparou nos EUA e a Europa ficou para trás?

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    OCDE — GDP per hour worked (cross-checked com Wikipedia «List of countries by labour productivity», atualizado a partir dos dados OCDE 2023, USD PPP).

    OCDE — Average annual wages (cross-checked com Wikipedia «List of countries by average wage», dados 2024, USD PPP).

    OECD – «Measuring Productivity» (OECD Manual: Measurement of Aggregate and Industry-level Productivity Growth, OECD Publishing, Paris, 2001)

    BUIATTI, DUARTE, SÁENZ, «Europe Falling Behind: Structural Transformation & Labor Productivity» (Journal of International Economics, 2026)

    LEVINSON, «The Box: How the Shipping Container Made the World Smaller and the World Economy Bigger» (Princeton University Press, (2006)

    DAVID, P., «The Dynamo and the Computer: An Historical Perspective on the Modern Productivity Paradox», (American Economic Review 80(2), 1990)

    BOLT & VAN ZANDEN (2025), «Maddison-style estimates of the evolution of the world economy: A new 2023 update» (Journal of Economic Surveys)

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    João Duarte

    Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

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    42 mins
  • CIÊNCIA | Falha de memória ou demência?
    May 28 2026

    Sabia que 45% dos casos de demência podem ser evitados? Será que viver mais anos implica perder capacidades cognitivas? A neurologista Raquel Gil-Gouveia e Filipa Galrão analisam os processos cerebrais – naturais e patológicos - à medida que a idade avança.

    Estima-se que, em 2050, cerca de 90 milhões de pessoas no mundo terão Alzheimer. Numa população cada vez mais envelhecida, o aumento de casos de demência parece inevitável. Mas qual é a fronteira entre o envelhecimento normal e as doenças neurodegenerativas?

    Nesta conversa, a neurologista explora os sinais de alerta dos processos patológicos do cérebro e explica o que distingue a demência das doenças neurodegenerativas.

    Entre fatores genéticos e a influência do estilo de vida, a especialista fala sobre a importância da alimentação, do exercício físico, do controlo cardiovascular e da estimulação cognitiva na redução do risco de demência.

    Além do impacto nos doentes, a dupla aborda também o peso emocional e físico sentido por cuidadores e familiares. São milhares os casos de exaustão e cerca de um terço desenvolve sintomas depressivos.

    Entre conselhos práticos, há ainda espaço para revelar os avanços científicos mais recentes e as novas terapêuticas que estão a transformar o tratamento do Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum.

    Para saber como proteger a saúde cerebral não perca este episódio [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    «Alzheimer – os avanços da ciência contra a doença do esquecimento» (Segredos do Cérebro, National Geographic, 2024)

    «Annual U.S. Dementia Cases projected to rise to 1 million by 2060» (Scientific American)

    «Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission» (The Lancet, 2024)

    «Controversial New Alzheimer’s Drugs Offer Hope—But at a High Cost» (Nature, 2025)

    «Still Alice», Filme sobre Alzheimer, de Richard Glatzer

    «Robin’s Wish», Documentário sobre Doença Corpos Lewy, de Tylor Norwood

    Associações de doentes:

    - https://alzheimerportugal.org/

    - https://parkinson.pt/

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    Raquel Gil-Gouveia

    Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

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    44 mins
  • SOCIEDADE | Trabalho e ensino na era da IA
    May 21 2026

    Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras.

    Nos últimos três anos, as vagas para juniores em áreas mais expostas à IA caíram 30% a 40%, à medida que tarefas repetitivas, analíticas e administrativas são substituídas por algoritmos. Mas estarão apenas os empregos menos qualificados em risco?

    Neste episódio, o especialista em IA e o comunicador observam que também as profissões altamente especializadas estão ameaçadas – a começar, ironicamente, pelos engenheiros tecnológicos, mas atingindo, igualmente, advogados, consultores e médicos, sobretudo em especialidades de diagnóstico.

    Mas nem tudo são más notícias: numa época em que o desemprego se mantém em níveis historicamente baixos, a IA também pode ter impactos positivos na educação, ao democratizar o acesso à informação entre diferentes estratos sociais.

    A dupla discute ainda os desafios e oportunidades desta revolução — e porque é que o pensamento crítico, uma visão integrada do mundo e a «motivação intrínseca» serão competências decisivas no futuro.

    Para acompanhar a velocidade das transformações em curso, não perca este episódio do [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    BASTANI et al., «Generative AI without guardrails can harm learning: Evidence from high school mathematics», (PNAS 122(26), 2025)

    BRYNJOLFSSON, CHANDAR & CHEN, «Canaries in the Coal Mine?» (Stanford Digital Economy Lab, 2025)

    DELL'ACQUA, MOLLICK et al., «Navigating the Jagged Technological Frontier» (Harvard/BCG, 2023)

    KESTIN et al., «AI tutoring outperforms in-class active learning: an RCT», (Scientific Reports, 2025)

    DE SIMONE et al., «From Chalkboards to Chatbots: Evaluating the Impact of Generative AI on Learning Outcomes in Nigeria», (World Bank WPS 11125, 2025)

    ACEMOGLU, Autor & JOHNSON, «The Direction of AI», (NBER WP 34854, 2026)

    GARICANO-RAYO, «AI and the Expertise Leverage Ratio», (CEPR DP 20634, 9/9, 2025)

    LEE et al. (Microsoft + CMU), «The Impact of Generative AI on Critical Thinking», (CHI 2025)

    CAPLAN, «The Case Against Education» (Princeton UP, 2018)

    BJORK & BJORK, «Making things hard on yourself, but in a good way», (Gernsbacher et al., Psychology and the Real World, 2011)

    RYAN & DECI, «Self-Determination Theory», (American Psychologist, 2000)

    RISKO & GILBERT, «Cognitive offloading», (Trends in Cognitive Sciences, 2016)

    MOLLICK & MOLLICK, «Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts», (SSRN 4475995, 2023)

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    Bernardo Caldas

    Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

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    47 mins
  • POLÍTICA | Estamos mais polarizados?
    May 14 2026

    Será que os partidos, e as pessoas, estão cada vez mais polarizados? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem analisam a tão debatida «polarização» - das suas várias aceções aos fatores que a explicam e aos efeitos que tem na nossa vida.

    Nos anos 60, os partidos radicais, à esquerda e à direita, somavam na Europa, em média, pouco mais de 10%. Hoje, somam 30%.

    A «polarização» anda nas bocas do mundo e parece não haver dúvidas de que há cada vez mais distância entre pessoas, partidos e grupos. Mas o que diz a evidência científica sobre esta matéria?

    O politólogo Pedro Magalhães distingue cinco tipos de polarização - sim, cinco - da ideológica à partidária, da afetiva à entre elites. Mas, ao contrário do que se julga, nem todas têm aumentado.

    Entre estudos e estatísticas, surgem questões inesperadas: porque é que as redes sociais tendem, cada vez mais, a extremar opiniões? Que impacto tem a polarização nos encontros familiares? Que papel tem a música country na divisão política norte-americana?

    Para uma opinião informada, com contexto e despolarizada, não perca este [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    MCCARTY, N. «Polarization: What everyone needs to know» (New York: Oxford University Press, 2019)

    COMELLAS, J. M., & TORCAL, M. «Ideological identity, issue-based ideology and bipolar affective polarization in multiparty systems: The cases of Argentina, Chile, Italy, Portugal and Spain» (Electoral Studies, 83, 102615, 2023).

    FERREIRA DA SILVA, F. «Polarização afetiva em Portugal» (In Lobo, M. C., & Espírito-Santo, A. (eds.), «O eleitorado português no século XXI» Tinta da China, 2025)

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    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

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    44 mins
  • ECONOMIA | A economia da água
    May 8 2026

    O acesso à água é um direito humano, proclamado pelas Nações Unidas desde 2010. No entanto, a água é também um bem económico, cuja propriedade e valor depende do uso que fazemos dela.

    Neste episódio, a economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram as diferenças entre a água como bem privado, bem comum e bem público puro. A propósito da gestão deste recurso, fala-se do que distingue o uso consumptivo do não consumptivo, e o que se entende por «tragédia dos comuns».

    A conversa navega também pelos setores principais do consumo da água, do doméstico ao agrícola e ao industrial – sabia que 70% da água captada, em Portugal e no mundo, é usada na agricultura?

    A dupla analisa ainda as características que conferem à água um valor particular, desde a definição do preço às características específicas deste mercado.

    Por fim, debatem-se questões atuais: que critérios devemos aplicar para otimizar a gestão da água? Devemos defender o interesse económico ou promover o equilíbrio dos ecossistemas?

    Um episódio [IN]Pertinente essencial, claro e transparente – como a água. A não perder.


    Referências úteis

    APA «Estado das massas de água superficiais e subterrâneas», (Portal do Estado de Ambiente, 2024)

    BOCCALETTI, G. «Água: uma biografia» (Ed. Desassossego, 2022)

    BRUNO, E. M., & JESSOE, K. «Using price elasticities of water demand to inform policy» (Annual Review of Resource Economics, 13(1), 427-441, 2021)

    EEA, «Ecological status of surface waters in Europe» (2025)

    ESTEBAN, E., & ALBIAC, J. «The problem of sustainable groundwater management: the case of La Mancha aquifers, Spain» (Hydrogeology journal, 20(5), 851-863, 2012)

    Bios

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024

    Catarina Roseta Palma

    Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade.
    Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade. Consultora para diversos organismos públicos e membro da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde. Foi vice-presidente da «European Association of Environmental and Resource Economists». Tem mais de 2000 observações no «iNaturalist»

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    49 mins